
O governo estadual divulgou, nesta terça-feira (10/6), o terceiro volume da série Cadernos RS no Censo 2022 . Elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a nova edição apresenta os principais dados sobre educação no Rio Grande do Sul, com base nas estatísticas já divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A publicação reúne indicadores sobre alfabetização, frequência escolar, nível de instrução e média de anos de estudo, com análises por faixa etária, sexo, raça/cor, Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) e municípios. O material tem caráter ilustrativo e acessível, com gráficos e mapas, e integra a série de cadernos que busca traduzir os dados do Censo de forma clara para gestores públicos, pesquisadores e a sociedade em geral. O caderno foi elaborado pela equipe técnica da Divisão de Análise de Políticas Sociais do DEE, sob coordenação de Mariana Lisboa Pessoa, em conjunto com Ricardo César de Oliveira.
Alfabetização e frequência escolar
De acordo com os dados de 2022, pouco mais de 3% da população gaúcha com 15 anos ou mais não era alfabetizada. Entre os municípios com maior percentual de analfabetismo estavam Lagoão, com 16,4%, Tunas, com 15,0% e Gramado dos Loureiros, com 13,3%. Já os menores índices foram observados em Westfália, com 1,1% e Bom Princípio, com 1,3%.
As taxas de frequência escolar mostraram que a cobertura de creches para crianças de 0 a 3 anos foi de 39,4%. Em contrapartida, a frequência era superior a 98% para a faixa de 6 a 14 anos, indicando a universalização do ensino fundamental. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, 85,9% estavam na escola.
Desigualdade no acesso e nível de instrução
A análise da escolaridade da população com 25 anos ou mais revela profundas desigualdades por raça/cor. Enquanto 35% da população total tinha baixa escolaridade, sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, esse percentual chegava a 53,2% entre os indígenas e 43% entre os pardos.
O acesso ao ensino superior completo também apresentava disparidades, já que 21,1% dos brancos e 36,1% dos amarelos concluíram esse nível, frente a apenas 9,9% dos pretos, 9,7% dos pardos e 7,7% dos indígenas. Mulheres apresentaram níveis de escolarização superiores aos homens em todos os recortes raciais, com exceção do grupo dos indígenas.
Média de anos de estudo
A média de anos de estudo no grupo de 18 a 24 anos foi de 11,5 anos no Estado, com destaque para os municípios de Rondinha e Guabiju, que atingiram 13 anos. Em contraste, Caseiros, com 6,5 anos, e Forquetinha, com 8,0 anos, apresentaram os menores índices.
Para a população com 25 anos ou mais, a média estadual foi de 10 anos, com variações significativas entre os Coredes. Os maiores valores foram registrados em Porto Alegre, com 11,8 anos, Santa Maria com 11,3 anos e Canoas, com 10,9 anos. Os menores foram observados em Forquetinha, com 4,4 anos, e Toropi, com 5,2 anos.
Sobre a série de cadernos
A série Cadernos RS no Censo 2022 tem como objetivo difundir os principais dados do Censo Demográfico para o Estado, por meio de recortes temáticos, de forma ilustrativa e acessível. O primeiro volume abordou a estrutura populacional e o segundo, os dados dos domicílios.
Texto: Marcelo Bergter/Ascom SPGG
Edição: Secom
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